Tati Weston-Webb torce por ‘dobradinha’ e sonha com mais meninas brasileiras no surfe – Esportes

Muita gente já considera que o Brasil é o país do surfe. E a confirmação disso pode acontecer a partir desta quinta-feira (8), quando começa a WSL Finals, etapa do Mundial disputada em Trestles, na Califórnia, que definirá os novos campeões mundiais no esporte. Se entre os homens o país já […]

Tati Weston-Webb torce por ‘dobradinha’ e sonha com mais meninas brasileiras no surfe – Esportes




Muita gente já considera que o Brasil é o país do surfe. E a confirmação disso pode acontecer a partir desta quinta-feira (8), quando começa a WSL Finals, etapa do Mundial disputada em Trestles, na Califórnia, que definirá os novos campeões mundiais no esporte.

Se entre os homens o país já é uma verdadeira potência, com cinco títulos mundiais nos últimos dez anos, cabe a Tati Weston-Webb tentar iniciar uma hegemonia também entre as mulheres. A gaúcha de Porto Alegre, mas que desde criança mora no Havaí, é uma das cinco finalistas e tenta desbancar o favoritismo da campeã olímpica e pentacampeã mundial Carissa Moore.



Atual vice-campeã mundial, perdendo a última final justamente para a havaiana, a brasileira vai iniciar neste ano a corrida do título enfrentando a vencedora do confronto da heptacampeã mundial, Stephanie Gilmore, com Brisa Hennessy, da Costa Rica. Caso se classifique, Tati pega a vice-líder do ranking, Johanne Defay, da França, para definir a adversária de Carissa Moore na decisão do título de 2022 em uma melhor de três baterias.

Apesar da ansiedade para o início da disputa, Weston-Webb prefere não se pressionar pela conquista inédita. “O Brasil já teve outras chances de ganhar o título também no feminino, na última temporada eu fiquei com o vice-campeonato e a sensação é que faltou pouco para conseguir a vitória. O título vai vir na hora certa para coroar todo trabalho do surfe feminino brasileiro. Eu estou motivada, me preparando e buscando ser a brasileira que vai conseguir trazer o triunfo inédito na categoria feminina para o nosso país”, disse ela, em bate-papo com o R7.



Apesar de ter perdido para Carissa Moore na final do ano passado, Tati não enxerga na havaiana a única ameaça ao tão sonhado título:

“Não consigo definir apenas uma, são todas surfistas muito qualificadas e todas têm chances. A Carissa Moore é uma grande adversária e tem como vantagem já estar na bateria final, na melhor de 3. Porém o evento é muito dinâmico, quem estiver melhor naquele dia vai se sobressair, eu penso em manter minha concentração e chegar o mais preparada possível, para conseguir manter o bom desempenho que tive durante a temporada”, disse.

A brasileira, que ao longo da temporada venceu as etapas de Peniche (Portugal) e Jeffreys Bay (África do Sul), é atualmente a única representante do país na elite do surfe, cenário bem diferente da categoria masculina, que iniciou o ano com dez brasileiros. Algo que pode mudar no futuro, graças a seu sucesso.



“As mulheres brasileiras são muito interessadas por esporte, mas fico feliz também se meus resultados fizerem outras meninas se interessarem pela modalidade. Porém, o foco principal é conquistar vitórias e manter uma boa sequência, é difícil pensar nisso, mas se eu for um fator incentivador e também conseguir animar as que já praticam e têm o sonho de estar na elite do surfe, já é um ponto muito positivo. Acho que o apoio e o incentivo são pontos fundamentais para também termos mais meninas na elite do surfe mundial, com o apoio e incentivo também das marcas poderemos ver mais integrantes, temos muitas surfistas talentosas e espero que em um futuro próximo elas também estejam protagonizando no CT”, disse a atleta.

Festa completa



Apesar de morar fora do Brasil há muitos anos, Tati sabe muito bem como o apoio e carinho dos torcedores daqui motivam os atletas e, já em clima de Copa do Mundo, acredita que a festa brasileira pode ser completa em Trestles. Além do título dela, ela confia que Filipe Toledo ou Ítalo Ferreira também podem brilhar entre os homens.

“Acredito e vou torcer por isso, seria demais para o Brasil conseguir o título no masculino e no feminino. Os meninos que classificaram têm características diferentes e são grandes atletas. Vou torcer para um dos brasileiros vencer”, encerrou.

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