Real foi impactado por alta de juros nos EUA, mas já está se recuperando, diz Guedes Por Reuters

© Reuters. Ministro da Economia, Paulo Guedes 15/03/2022.REUTERS/Adriano Machado Por Bernardo Caram BRASÍLIA (Reuters) -A taxa de câmbio foi impactada pela alta de juros nos Estados Unidos, mas já está se recuperando, disse nesta quinta-feira o ministro da Economia, Paulo Guedes, argumentando que a moeda brasileira foi uma das que mais valorizou em relação a […]

Real foi impactado por alta de juros nos EUA, mas já está se recuperando, diz Guedes Por Reuters



© Reuters. Ministro da Economia, Paulo Guedes
15/03/2022.REUTERS/Adriano Machado

Por Bernardo Caram
BRASÍLIA (Reuters) -A taxa de câmbio foi impactada pela alta de juros nos Estados Unidos, mas já está se recuperando, disse nesta quinta-feira o ministro da Economia, Paulo Guedes, argumentando que a moeda brasileira foi uma das que mais valorizou em relação a outras do mundo.
O real ganha 6,5% no acumulado desta semana, melhor desempenho entre os pares emergentes mais próximos, mais do que zerando perdas de julho que chegaram a quase 5%. Mas a moeda brasileira ainda não se recuperou totalmente do tombo de 9,1% registrado em junho, em meio à escalada da incerteza externa e ao recrudescimento de temores fiscais no Brasil.
No ano, o real aprecia 8%, na vice-liderança entre as principais divisas globais.
Em entrevista à Bloomberg TV, Guedes disse que o déficit fiscal do país caminha para zero porque gastos emergenciais direcionados a pessoas mais pobres são temporários. Segundo ele, a inflação no país está em baixa e o governo está confortável em relação à recuperação da economia.
O Tesouro mostrou nesta quinta-feira que o governo registrou em junho superávit recorde para o mês com a ajuda de fatores atípicos, como a privatização da Eletrobras (BVMF:), receitas de dividendos e descasamento na quitação de precatórios.
A equipe econômica tem argumentado que apenas esses recursos extraordinários serão usados para bancar benefícios sociais classificados como emergenciais neste ano eleitoral.
Na entrevista, o ministro voltou a afirmar que o Brasil está fora de sincronia com o mundo. Para ele, o problema econômico em países avançados permanecerá por muito tempo enquanto o Brasil crescerá.

Ele voltou a dizer que os bancos centrais de economias desenvolvidas estão atrás da curva, atrasados no combate à inflação.
“Estou preocupado com a economia global, e não muito preocupado com a nossa economia”, disse.
(Edição de José de Castro)



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