Piva, da Klabin, vê risco de retrocesso democrático e critica “autopreservação” da classe empresarial Por Reuters

2/2 © Reuters. Funcionários da Justiça Eleitoral preparam urnas eletrônicas para as eleições de 2018, em Curitiba 22/10/2018 REUTERS/Rodolfo Buhrer 2/2 SÃO PAULO (Reuters) – O empresário e membro do Conselho de Administração da Klabin (BVMF:), Horácio Lafer Piva, avalia haver claros riscos de retrocesso democrático no Brasil, motivo que o levou a assinar um […]

Piva, da Klabin, vê risco de retrocesso democrático e critica “autopreservação” da classe empresarial Por Reuters



2/2

© Reuters. Funcionários da Justiça Eleitoral preparam urnas eletrônicas para as eleições de 2018, em Curitiba
22/10/2018
REUTERS/Rodolfo Buhrer

2/2

SÃO PAULO (Reuters) – O empresário e membro do Conselho de Administração da Klabin (BVMF:), Horácio Lafer Piva, avalia haver claros riscos de retrocesso democrático no Brasil, motivo que o levou a assinar um amplo manifesto organizado pelo Faculdade de Direito da USP em defesa da democracia e do sistema de votação brasileiro. Piva assinou um texto ao lado de mais de 3 mil signatários –entre personalidades, empresários e banqueiros– que não cita nominalmente Jair Bolsonaro (PL), mas critica os ataques infundados que o presidente e candidato à reeleição tem feito à confiabilidade das urnas eletrônicas. “(O que me motivou a assinar) foi a absoluta certeza de que há claros riscos de retrocesso no que considero o melhor sistema político que é o da soberania da democracia”, disse à Reuters o membro do Conselho de Administração da Klabin. Piva considerou natural que, até o momento, poucos colegas do setor privado não tenham manifestado publicamente seu apoio ao documento da mesma maneira que ele, embora tenha avaliado que essa “autopreservação” pode ser prejudicial ao país. “Não quero julgar ninguém. Lamento. A conta virá, com prejuízo presente e futuro. A autopreservação é natural, mas em alguns momentos causa desequilíbrios brutais e custa caro para sociedades de democracia jovem como a nossa”, afirmou o empresário. Para Piva, o Brasil atravessa “um momento de tensão, polarização, desorganização partidária, ausência de programas claros” de governo. “Alguém com liderança e agenda clara terá de fazer um freio de arrumação para recomeçar a construção de ações em cima de arcabouços que já existiam, e foram esquecidos ou descaracterizados.” O texto endossado por Piva tem a assinatura de ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), juristas e professores universitários, e contou com a inusual adesão de pesos-pesados do mundo empresarial, como Roberto Setubal, copresidente do Conselho de Administração do maior banco da América, Itaú Unibanco (BVMF:); Eduardo Vassimon, presidente do Conselho de Administração do Grupo Votorantim; Guilherme Leal, copresidente do Conselho da Natura&Co; e Walter Schalka, presidente da Suzano (BVMF:)..
O manifesto será lançado publicamente em um ato a ser realizado na Faculdade de Direito da USP no próximo dia 11. O movimento acabou gerando um segundo manifesto, organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que pretende aglutinar organizações empresariais e da sociedade civil em defesa da democracia e do sistema de votação brasileiro e que também terá um ato na mesma data e local. Nesta quarta-feira, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que subscreveu a carta que será divulgada pela Fiesp em jornais no próprio dia 11.



Matéria Origial

Relacionados