Jardine relembra campanha da Seleção em Tóquio

Há exatamente um ano, em 7 de agosto de 2021, a Seleção Brasileira comandada por André Jardine ganhou da Espanha e conquistou o bicampeonato olímpico em Tóquio. Em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva, o técnico explicou a importância de estrear com vitória sobre a Alemanha por 4 a 2 e relembrou os jogos difíceis no […]

Jardine relembra campanha da Seleção em Tóquio



Há exatamente um ano, em 7 de agosto de 2021, a Seleção Brasileira comandada por André Jardine ganhou da Espanha e conquistou o bicampeonato olímpico em Tóquio. Em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva, o técnico explicou a importância de estrear com vitória sobre a Alemanha por 4 a 2 e relembrou os jogos difíceis no mata-mata, contra Egito e México.
“A Alemanha tinha um time muito forte, sendo a atual campeã europeia sub-21. Era uma estreia pesada. Brasil e Alemanha sempre é um jogo complicado – a gente tinha um respeito muito grande por eles. Foi uma partida em que a gente estudou demais o adversário, conhecia cada movimento, cada jogador, sabia exatamente tudo que poderiam fazer”, iniciou o treinador.
“O resultado foi fruto de uma preparação realmente meticulosa e muito intensa, porque sabíamos da importância de estrear bem, vencendo, para dar um pouco de tranquilidade para o resto da competição. Ganhar um clássico desse, batendo um rival do tamanho da Alemanha, foi fundamental na conquista, porque deu toda a confiança que a equipe precisava já no início do torneio”, completou.
Após ganhar dos alemães – finalistas nas Olimpíadas do Rio, em 2016 -, a Seleção ainda empatou sem gols com a Costa do Marfim e superou a Arábia Saudita na terceira rodada da fase de grupos, selando a vaga no mata-mata. Nas quartas de final, a equipe fez um jogo duro contra o Egito em Saitama e garantiu a vitória pelo placar mínimo, com gol de Matheus Cunha. Jardini falou sobre a pressão gerada pelo fato de que “ninguém esperava um resultado diferente do que vitória do Brasil”.
“Contra o Egito, a pressão era toda nossa. Só que o Egito é um daqueles times bem armados, uma excelente seleção – não à toa, havia tirado a Argentina da competição. Era uma equipe que se defendia muito bem e tinha atacantes perigosos, jogadores acima da idade muito desequilibrantes. A gente teve que jogar concentrado para não sofrer contra-ataques e buscando os caminhos que poderiam desequilibrar o jogo”, disse André.
Já na semifinal, a Seleção encontrou uma outra equipe de qualidade: o México, campeão olímpico em 2012, contra os próprios brasileiros, e que foi superado apenas nos pênaltis em Tóquio, após empate de 0 a 0 no tempo normal. Segundo Jardini, o rival é “um time que sempre enfrenta o Brasil de uma maneira muito forte”.
“Foi um clássico, então tínhamos um respeito muito grande. Para mim, era uma das seleções favoritas, poderia sair com o ouro. Foi um jogo tenso, no detalhe, em que acabamos não conseguindo fazer um gol no tempo normal. Mas mostrou, também, toda a nossa preparação a nível mental e de energia, para chegar naquele momento de extrema pressão. O grupo se mostrou muito preparado, focado e tranquilo”, concluiu André Jardini.
Após superar o México nos pênaltis, o Brasil garantiu a sua segunda medalha de ouro olímpica consecutiva. Na finalíssima, em Yokohama, a Seleção venceu a Espanha por 2 a 1 na prorrogação e garantiu mais um título.
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