Humorista, escritor e apresentador Jô Soares morre aos 84 anos em São Paulo Por Reuters

Por Eduardo Simões SÃO PAULO (Reuters) – O humorista, escritor e apresentador Jô Soares morreu na madrugada desta sexta-feira aos 84 anos, informou sua ex-mulher Flavia Pedras em uma publicação no Instagram. “Faleceu há alguns minutos o ator, humorista, diretor e escritor Jô Soares. Nos deixou no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, cercado de […]

Humorista, escritor e apresentador Jô Soares morre aos 84 anos em São Paulo Por Reuters


Por Eduardo Simões
SÃO PAULO (Reuters) – O humorista, escritor e apresentador Jô Soares morreu na madrugada desta sexta-feira aos 84 anos, informou sua ex-mulher Flavia Pedras em uma publicação no Instagram.
“Faleceu há alguns minutos o ator, humorista, diretor e escritor Jô Soares. Nos deixou no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, cercado de amor e cuidados. O funeral será apenas para família e amigos próximos”, escreveu ela no texto.
Em nota, o hospital confirmou a morte do humorista, ocorrida às 2h20 desta sexta, e informou que ele estava internado desde o dia 28 de julho. A causa da morte não foi divulgada.
José Eugênio Soares nasceu em 1938 no Rio de Janeiro e começou a carreira de humorista no final da década de 1950, atuando e escrevendo em emissoras de TV do Rio de Janeiro até chegar a São Paulo na década de 1960 para trabalhar na TV Record. Em 1970 chegou à TV Globo para, em 1981, ter um programa próprio na emissora, o “Viva o Gordo”, onde celebrizou personagens e bordões que se tornaram populares à época.
Em 1987 foi contratado pelo SBT, onde iniciou seu programa de entrevistas noturno, o “Jô Soares Onze e Meia”, que se tornaria um dos carros-chefe da emissora paulista. O sucesso como entrevistador, num formato que já era popular nos Estados Unidos e atualmente é amplamente usado no Brasil, o levou de volta à Globo em 2000 para fazer o “Programa do Jô”, no mesmo formato da atração do SBT, que ficou no ar por 16 anos.
À frente dos dois talk shows, Jô entrevistou personalidades das artes, da música e da política, incluindo presidentes e candidatos a presidente em um tom muitas vezes irreverente.
Além de humorista e apresentador, Jô também escreveu livros, como “O Xangô de Baker Street”, “O Homem que Matou Getúlio Vargas” e “Assassinato na Academia Brasileira de Letras”. Também era dramaturgo e escreveu para as revistas Manchete e Veja e para os jornais O Globo e Folha de S.Paulo.
Em 2016 foi eleito para uma cadeira na Academia Brasileira de Letras e também teve destaque como dramaturgo e roteirista.
Nas redes sociais, personalidades de várias áreas lamentaram a morte do humorista. A também apresentadora Ana Maria Braga disse ter sido um privilégio conviver com o ex-colega de emissora.
“Hoje o dia amanheceu mais sem graça. Vá em paz meu amigo!”, escreveu ela no Twitter.
A cantora Zélia Duncan usou a mesma rede social para se despedir do apresentador.
“O Brasil perdeu hoje um artista único, um comediante que amava seu ofício acima de tudo, um ator fora de série. Um entrevistador brilhante. Um cidadão que amava seu país e seus amigos. Jô Soares, obrigada por tanto!”, afirmou.
Em 2014 o humorista perdeu o filho Rafael Soares, que morreu aos 50 anos. Ele tinha autismo e tratava um câncer no cérebro. Na época, ao final de mais um de seus programas, após mandar o seu tradicional “beijo do Gordo”, se emocionou ao lembrar o único filho.
“Beijo do Gordo, e a vida continua, a vida é o que a gente veio fazer aqui: viver”, disse na ocasião.



Matéria Origial