Análise: Reservas do Corinthians não respondem em jogo que breca alegria da Copa do Brasil

Por Marina Bufon O Corinthians foi até Belo Horizonte e saiu derrotado por 1 a 0 diante de um bem-arrumado América-MG na noite do último domingo, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Ainda assim, conseguiu se manter na quinta colocação, com 44 pontos, mas viu o líder Palmeiras disparar ainda mais, agora com 57 pontos. […]

Análise: Reservas do Corinthians não respondem em jogo que breca alegria da Copa do Brasil



Por Marina Bufon
O Corinthians foi até Belo Horizonte e saiu derrotado por 1 a 0 diante de um bem-arrumado América-MG na noite do último domingo, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Ainda assim, conseguiu se manter na quinta colocação, com 44 pontos, mas viu o líder Palmeiras disparar ainda mais, agora com 57 pontos.
A análise do duelo fica difícil quando a escalação é tão modificada. Apenas Cássio e Róger Guedes foram mantidos como titulares em relação aos jogos passados, principalmente a semifinal da Copa do Brasil vencida contra o Fluminense, na última quinta-feira. No entanto, alguns pontos podem e devem ser levantados.
O primeiro deles é o mais óbvio: o banco de reservas do Corinthians não consegue responder à altura em relação aos titulares. Os 11 iniciais foram Cássio; o estreante Léo Mana, Bruno Méndez, Raul Gustavo e Lucas Piton; Xavier, Roni, Giuliano; Adson, Mateus Vital e Róger Guedes.
Os meio-campistas não fizeram uma boa partida, sendo ultrapassados com facilidade pelos americanos, que tinham em Juninho o jogador mais perigoso – merecidamente, fez o gol no segundo tempo.
Adson teve lampejos de bons momentos, como em chute que obrigou defesa de Cavichioli e em lançamento para Piton. Mateus Vital, que vem ganhando chances consecutivas, também conseguiu uma finalização certa e que levou perigo. Mas foi só. Róger Guedes, que flutuava em alguns momentos, também não rendeu muito e acabou substituído depois, assim como Adson.
Outro ponto a ser levantado, e com ele eu concordo, foi a questão de poupar jogadores como Fagner, Fábio Santos, Gil e Renato Augusto – o lateral-esquerdo e o zagueiro nem viajaram para BH. O risco de lesão é muito grande depois de esses atletas com idade avançada terem entregue o que entregaram na última quinta e, três dias depois, jogarem novamente.
Sim, haverá dez dias pela frente para treinamento, mas se um deles se lesiona em uma partida contra o América-MG e perde as finais contra o Flamengo, por exemplo, com certeza o prejuízo seria maior, afinal, convenhamos, o Campeonato Brasileiro não dá mais há muito tempo – e tudo bem. É preciso, e isso sim, voltar e se manter no G4.
A única coisa que faria diferente – e isso sem saber a situação médica e técnica de cada um, ou seja, é só uma opinião – é que colocaria mais um ou dois jogadores da “espinha dorsal” no início do jogo, como Fausto ou Du Queiroz. Também deixaria Guedes pelo lado e voltaria a dar uma chance ao Giovane.
Agora, algo que não consigo entender é o desempenho fora da Arena. Apenas uma vitória nos últimos 14 jogos disputados, em julho, contra o Atlético-MG. Dando uma olhada nas escalações nesses 14 compromissos, em poucas vezes foi quase 100% alternativa, como aconteceu neste domingo.
É preciso olhar com (MUITO) carinho para os jogos fora de Itaquera. Até o final de 2022, serão mais cinco deles pelo Brasileirão e um pela final da Copa do Brasil, contra o Flamengo – o sorteio dos mandos de campo será nesta terça-feira.
Além disso, é preciso olhar, também com muito cuidado, para a manutenção de jogadores e o mercado visando 2023, para que problemas como esses, de escalar uma equipe totalmente alternativa e sem entrosamento, não se repitam com tanta frequência.
A derrota em si não é o fim do mundo, é claro, mas o fato de seguir fora do G4 é algo que preocupa sim. Diante disso, o resultado acaba por brecar a alegria do torcedor, que comemorou a classificação à final da Copa do Brasil, durante a última semana, com um time e uma postura totalmente opostos ao que se viu no final de semana.
Acredito que a questão que fica no ar é: em qual Corinthians acreditar?

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